Veja estes 7 passos para ser mais eficiente e produtivo

Publicado em 07/07/2022 • Tags: produtividade, como ser mais produtivo, procrastinação

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Pedro Vianna é um empresário típico. Lotado de coisas para fazer durante os dias na semana, e no fim de semana. Nem se lembra das ultimas férias que tirou.

As contas se avolumavam, e sempre ficava um boleto em aberto. Parece que o trabalho era maior, mas rendia cada vez menos.

Pedro facilmente trabalhava mais de 10 horas por dia, todos os dias.

“Eu estava ocupado, mas não sendo produtivo”, revela empresário.

Sim, muitas vezes isso acontece conosco. Ficamos lotados de trabalho, sem nenhum espaço livre na agenda, mas sentimos que não produzimos nada, ou ficamos com a sensação que as coisas não melhoram.

Mal do Século?

Procrastinar, ou simplesmente deixar as coisas para depois.

Mesmo quando você sabe que é necessário executar tal tarefa, é comum empurrar mais para a frente, até o prazo final…

Isso mata qualquer produtividade. E com isso, acaba com seu tempo, lhe fazendo não ter aquela promoção desejada, não ter o faturamento que precisa, ou não ter tempo para aproveitar sua família.

Mal antigo

Acredite ou não, a Internet não trouxe a procrastinação. Mas não podemos negar que não tenha agravado.

Afinal, agora temos muito mais coisas que disputam nossas atenções, como as redes sociais.

As pessoas têm lutado contra a hesitação habitual desde às civilizações antigas. O poeta grego Hesíodo, escrevendo por volta de 800 aC, advertiu para não “adiar o trabalho até amanhã e depois de amanhã”.

O cônsul romano Cícero chamou a procrastinação de “odiosa” na condução dos negócios.

O que ficou bem claro desde os dias de Cícero é que a procrastinação não é apenas odiosa, é francamente prejudicial.

Em ambientes de pesquisa, as pessoas que procrastinam têm níveis mais altos de estresse e bem-estar mais baixo.

No mundo real, atrasos indesejados estão frequentemente associados a rendimentos insuficientes para a aposentadoria e consultas médicas perdidas.

Nos últimos 20 anos, o comportamento peculiar da procrastinação recebeu uma explosão de interesse empírico e estudos.

Com desculpas a Hesíodo, neuropesquisadores agora reconhecem que há muito mais do que simplesmente adiar algo para amanhã.

A verdadeira procrastinação é uma falha complicada de autorregulação: os especialistas a definem como o atraso voluntário de alguma tarefa importante que pretendemos realizar, apesar de saber que sofreremos por isso.

Um pensamento incorreto sobre o tempo e produtividade pode aumentar o problema, mas a incapacidade de controlar as emoções parece ser sua base.

Tem solução?

Pedro nos revela que sim. Com a ajuda de um método revolucionário, ele conseguiu eliminar a procrastinação em quase sua totalidade e hoje estima ser 300% mais produtivo.

“Ganho mais, trabalhando menos, de forma inteligente”, afirma o empresário.

“O que descobri é que, embora todos possam procrastinar, nem todos são procrastinadores”, diz o bolsista Joseph Ferrari, professor de psicologia da Universidade DePaul. Ele é um pioneiro da pesquisa moderna sobre o assunto e seu trabalho descobriu que até 20% das pessoas podem ser procrastinadores crônicos.

“Realmente não tem nada a ver com gerenciamento de tempo”, diz ele. “Como eu digo às pessoas, dizer ao procrastinador crônico para simplesmente fazer isso seria como dizer a uma pessoa clinicamente deprimida, anime-se .”

Mas procrastinar pode ser bom?

Um grande equívoco sobre a procrastinação é que é um hábito inócuo na pior das hipóteses, e talvez até útil na melhor das hipóteses.

Simpatizantes da procrastinação costumam dizer que não importa quando uma tarefa é realizada, desde que eventualmente seja concluída.

Alguns até acreditam que funcionam melhor sob pressão.

O filósofo de Stanford John Perry, autor do livro The Art of Procrastination , argumentou que as pessoas podem aproveitar sua vantagem reestruturando suas listas de tarefas para que estejam sempre realizando algo de valor.

Os cientistas psicológicos têm um sério problema com essa visão. Eles argumentam que isso combina comportamentos benéficos e pró-ativos como ponderar (que tenta resolver um problema) ou priorizar (que organiza uma série de problemas) com o hábito prejudicial e autodestrutivo da procrastinação genuína.

Se o progresso em uma tarefa pode assumir várias formas, a procrastinação é a ausência de progresso.

“Se eu tenho uma dúzia de coisas a fazer, obviamente os números 10, 11 e 12 terão que esperar”, diz Ferrari.

 
 

“O verdadeiro procrastinador tem essas 12 coisas, talvez faça uma ou duas delas, depois reescreve a lista, a embaralha e depois faz uma cópia extra dela. Isso é procrastinar. Isso é diferente.”

Um dos primeiros estudos a documentar a natureza perniciosa da procrastinação foi publicado na Psychological Science em 1997. APS Fellow Dianne Tice e APS William James Fellow Roy Baumeister, então na Case Western Reserve University, classificaram os estudantes universitários em uma escala estabelecida de procrastinação, depois monitoraram seu desempenho acadêmico, estresse e saúde geral ao longo do semestre.

Inicialmente, parecia haver um benefício para a procrastinação, já que esses alunos apresentavam níveis de estresse mais baixos em comparação com outros, presumivelmente como resultado de adiar o trabalho para buscar atividades mais prazerosas. No final, entretanto, os custos da procrastinação superaram em muito os benefícios temporários.

Procrastinadores obtiveram notas mais baixas do que outros alunos e relataram maiores quantidades cumulativas de estresse e doença. Os verdadeiros procrastinadores não apenas terminam seu trabalho mais tarde — a qualidade dele é prejudicada, assim como seu próprio bem-estar.

“Assim, apesar de seus apologistas e seus benefícios de curto prazo, a procrastinação não pode ser considerada adaptativa ou inofensiva”, concluíram Tice e Baumeister (agora ambos na Florida State University).

“Os procrastinadores acabam sofrendo mais e tendo um desempenho pior do que as outras pessoas”.

7 Dicas para ajudar a eliminar a procrastinação.

Baseado nos estudos recentes, sintetizamos 7 dicas para você começar a aplicar já, e ganhar produtividade e tempo.

Pedro nos informa — “Quanto antes você começar, mais tempo terá”.

1. Registre todas as coisas que você precisa resolver

Boa parte do nosso stress está ligado ao excesso de pendências — as tarefas que ficam só na sua cabeça, sem jamais serem resolvidas no mundo real. De fato, estudos comprovam que

cérebro tem capacidade limitada para gerenciar (e lembrar de) compromissos. A lógica é parecida com a de um computador que está com muitos programas abertos — ele fica sobrecarregado e perde desempenho.

2. Classifique as pendências e defina as ações necessárias

Depois de reunir tudo que estava incomodando você em um só lugar, é hora de definir o que fazer com cada coisa. Elas demandam algum tipo de ação neste momento? Se a resposta for não, você pode deixar para depois. Mas outras que precisam, você precisa definir o que fazer e até quando fazer.

3. Estabeleça suas prioridades

Ao terminar o processo anterior, você provavelmente estará com quatro listas. Duas delas não demandam ação (a lista de itens em espera mais a de referências);

e as outras duas demandam (a lista de próximas ações e o calendário com ítens agendados).

4. Estime o tempo que as tarefas levarão

Tendo mais clareza sobre quais são as ações em que você precisa se empenhar primeiro, é hora de estimar quanto tempo, aproximadamente, cada uma delas exigirá.

Se não souber fazer isso, pergunte para outras pessoas que já fizeram a mesma tarefa, pesquise na internet, quebre-a em pequenos passos e descreva-os detalhadamente para que possa ter uma ideia melhor.

5. Organize suas ações em um planejamento semanal ou quinzenal

Quanto mais você acompanhar de perto seu progresso, mais progresso fará.

6. Seja constante

Constância é uma parte importante no processo. Mesmo que tenha pouca evolução, mas sempre segue evoluindo, com o tempo, terá muitos melhores resultados.

7. Saiba quando parar

Virar noites trabalhando e não parar nem para almoçar com calma podem dar a impressão de que você está fazendo muito. Mas não fazem de você uma pessoa mais produtiva a longo prazo: ao trabalhar

no limite da energia, você vai demorar mais para terminar as tarefas.

Sobre o Autor

Osvaldo Janeri Filho

Osvaldo Janeri Filho

Perito Digital especializado em perícia digital, nulidade de provas digitais, contratos digitais e cibersegurança. Executivo em Tecnologia & Segurança da Informação com mais de 15 anos de experiência no mercado.

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